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A Estrutura do Projeto de Pesquisa

Todo projeto de pesquisa tem mesmas fases, seja para a área de humanas, exatas ou biológicas.

Os tópicos que devem ser desenvolvidos são os seguintes:

  1. Introdução teórica
  2. Objetivos
  3. Justificativa
  4. Metodologia
  5. Cronograma
  6. Bibliografia

É necessário pensar em estrutura, pois dentro da estrutura é possível fazer as variações. E pensar de modo estrutural ajuda a organizar o pensamento e a pesquisa.

  • Introdução Teórica. Este é o momento em que deve apresentar o seu tema e a maneira como pretende delimitar o seu tema de pesquisa. É um momento de ir para trás, de ver e mostrar o que já foi pensado e desenvolvido sobre o seu objeto de pesquisa. É o lugar de apresentar sua revisão bibliográfica: quem escreve? Quais os principais autores… as obras, publicações? Enfim; qual é o estado da arte, e saber (especialmente mostrar que sabe) do que se trata.

O que sabe sobre seu tema?

  • Se está inserido no debate que envolve o seu tema, você terá instrumentos para pensar nos seu(s) Objetivo(s). Ir para frente.

Ou seja, já que sabe, o que quer fazer a partir deste conhecimento? O que quer saber? Qual a sua pergunta, qual a sua questão? (Acho que esta é uma das partes mais difíceis de qualquer pesquisa. E tem muita pesquisa sem problema.).

Já que sabe, para onde quer ir?

  • Este objetivo é importante por quê?

Ninguém fez deste jeito até aqui, vai propor uma abordagem diferente, porque tem relevância social, histórica, jurídica…

Quando explicar a importância da sua problemática, você estará justificando a necessidade de realizar o trabalho (de ganhar verba, de conseguir um lugar no curso). Por isto estamos na Justificativa.

De onde venho, para onde quero ir, por que é importante eu ir?

Se vai, como vai?

Chegamos na Metodologia: nesta parte é importante mostrar como vai fazer o trabalho (documental, teórico, trabalho de campo, arquivos, entrevistas…); quando, qual o período pretende abordar (uma data específica, de tal a tal ano…); e onde (um país, estado, cidade, instituição, determinado movimento social, determinado fenômeno físico, biológico, social)

Resumindo:

  1. De onde venho? (Introdução Teórica)
  2. Para onde quero ir? (Objetivos)
  3. Por que é importante ir? (Justificativa)
  4. Como vou? (Metodologia)
  5. Em que tempo vou: Cronograma. (via de regra a gente fura o cronograma, mas é importante fazer para que tenha parâmetros do que planejou e do que ‘furou’)
  6. Quais são as fontes que permitem realizar o trajeto (a Bibliografia)

Boa caminhada!!!

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Escolha do Tema de Pesquisa

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Neste post vou apresentar algumas diretrizes que ajudam a escolher o Tema de Pesquisa.

  1. Pense em alguma coisa que você realmente gosta. Durante sua pesquisa, você vai gastar muito tempo, vai ter dificuldades, terá hora em que vai querer desistir, vai precisar ler, reler, reler…
    Portanto: O que eu gosto?  O que dá vontade de estudar? O que eu não sei e gostaria de saber? O que gostaria de investigar?
  2. Também pode pensar naquilo que não gosta. E, assim, trabalhe por eliminação, por exclusão. Elimine as áreas e subáreas que não gosta ou que não tem afinidade.
  3. Escolher e delimitar um tema não é muito fácil. Geralmente a gente começa com Tema amplo, com uma grande área, e dentro disto precisamos investigar o que há de específico
  4. Pense em pirâmide invertida, no desenho do funil: Do mais geral para o mais específico.  Do mais amplo para o mais restrito.
  5. Escolher o tema e pensar em como delimitar, é um processo que não ocorre somente pela reflexão. Lembre-se que trabalho (qualquer trabalho) é 90% transpiração e 10% inspiração. Não espere por inspiração.
  6. Passeie pela biblioteca. Olhe os diferentes livros nas prateleiras.
  7. Leia artigos de revistas acadêmicas: Artigos são mais fechados, mais delimitados. Leia vários abstracts e monte um mapa dos temas e recortes temáticos que descobriu.
  8. Monte um mapa das opções que foi encontrando, monte um panorama de possibilidades que o tema oferece. Faça gráficos, use cartolina, lousa… desenhe uma árvore com as suas ramificações.
  9. Leia as bibliografias dos artigos e livros. Um te leva a outro, que te leva a outro, que…
  10. Crie um “caderno de campo” para as anotações. É melhor ter anotações para jogar fora do que não conseguir lembrar de uma ideia.
    1. Na minha experiência como professor, aluno e colega, esta é a parte mais difícil…
      O tema é mais fácil, mas descobrir o que, dentro do seu tema, deseja pesquisar, é difícil. Todavia, defina rapidamente o seu tema (senão nunca começa a pesquisa) e pense que, quando estiver no início, ainda poderá mudar. É uma escolha, sem dúvida. Entretanto, não é um processo definitivo, pois, com novos conhecimentos, com novas informações, nova bibliografia, pode repensar seu tema, os objetivos e as estratégias.
  • Perguntas que ajudam a fechar o tema:

LUGAR:
Aonde se localiza o seu objeto de pesquisa? Amplo ou específico? Brasil, São Paulo, Campinas, bairro, instituição.. Se for trabalho teórico, não há, necessariamente, uma definição de lugar.

TEMPO:
Qual é o momento que quer pesquisar? Determine um período. Quer analisar um fenômeno em qual data, em qual período?

COMO:
Como pretende realizar o trabalho? Vai fazer pesquisa em Documentos, pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo, entrevista, laboratório… qual o modo que vai utilizar para coletar seus dados.

Pensar em onde, quando e como sempre ajuda a fechar o objeto.

Mãos à obra!!!

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“Só sei que nada sei”. Sei não!

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No texto anterior, “a cereja no bolo do boçal”, questionei a palavra boçal. Como eu disse, associar africanos recém-chegados ao Brasil – e que ainda não falavam português – a ignorante, rude, tosco, desprovido de inteligência é um ato colonialista e racista. Frente a língua que se apresentava, estes escravos poderiam dizer, assim como Sócrates: “Só sei que nada sei”.

Isto é fácil e patente, pois é possível perceber os limites do conhecimento e ter discernimento para reconhecer a ignorância.

Todavia, quando penso em ignorância stricto sensu, estou pensando um pouco mais além, ou aquém.

A famosa frase de Sócrates também revela um momento da ciência pré-moderna. Pois, saber que não se sabe supõe determinado conhecimento, que permite discernir a ignorância, o não-saber.

Todavia, não é assim que o mundo se apresenta.

Gosto de pensar em Flogisto.
Para explicar a combustão, Georg Stahl (1660-1734) afirmava que os corpos possuiriam uma matéria chamada Flogisto, que seria liberada ao ar durante os processos de combustão (Wikipédia explica melhor). Esta teoria perdurou durante anos, até que Lavoisier, em 1789, descobriu o oxigênio. Assim, não haveria essa substância liberada no ar, mas processo de combustão pelo oxigênio.

Para isto, também podemos pensar em paradigmas. De acordo com Thomas Kuhn, a ciência cria modos de pensamento, estruturas de explicações, formas e processos de pesquisa que permitem o desenvolvimento do conhecimento, mas que também o limita. As diferentes formas podem ser chamadas de paradigmas. Ou seja: é o modo como pensamos e explicamos os fenômenos sociais e naturais.

Assim, quando a ciência estava dentro do paradigma do Flogisto, tudo era explicado de acordo com esta teoria. Até que um novo paradigma a superou, tornou-se passível de comprovação e, por meio do oxigênio, criou um novo modo de pensar e explicar, revelando uma nova verdade (por isto as verdades são conjecturais).

Neste caso, não estamos na esfera do ‘sei que nada sei’, mas, ao pensar em Flogisto estamos no reino do “não sei o que não sei”. O mundo se apresentava de modo equivocado e tentávamos explicá-lo por meio de uma teoria que estava errada. E neste movimento, somos ignorantes stricto sensu, pois não sabemos o que não sabemos.
A frase de Sócrates é cientificamente arcaica (e politicamente contemporânea), pois ela expressa uma ilusão do discernimento, uma ilusão do conhecimento sobre a ignorância. Como se pudéssemos ter certeza de saber o que não sabemos.

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Uma pesquisa são muitas pesquisas

Desenhos animados do homem graduado que correm acima escadas ou escadaria

O importante é pensar de forma processual, pensar por etapas, nos diferentes momentos e passos que compõem a pesquisa.

Se a gente pensa que vai fazer “uma” pesquisa, fica muito grande, difícil de imaginar caminhos e procedimentos.

Por isto, divida o trabalho etapas:

  1. Escolher o Tema
    • O que quer estudar, pesquisar?
    • O que, dentro da sua área de conhecimento, te atrai?
    • Dentro deste tema, qual objetivo?
    • Não escolha algo muito recente, que está acontecendo agora (Lava jato, Bolsonaro).  Procure um tema que tenha um caminho feito, que tenha material de análise, bibliografia.
  2. Procurar Orientador – Cuidado!
    • Converse com os orientandos
    • Qual o seu perfil? Mais independente ou precisa de acompanhamento mais perto?
    • Orientador que não orienta pode dificultar bastante.
    • Não brigue com o orientador!
  3. Fazer Levantamento Bibliográfico – procurar por material
    • Quem escreve sobre o seu tema?
    • Quais são os autores referência?
    • Livros, artigos, filmes, documentos
    • Vá na biblioteca. Passei na biblioteca. Olhe a estante e não somente o livro que está procurando.
    • Use o Google Acadêmico
    • Leia bibliografias dos livros e artigos
  4. Revisão Bibliográfica – ler o material
    • Comece do mais recente e vai para o mais antigo
    • Do mais amplo, para o mais específico
    • Só conseguirá fazer a Delimitação do Tema se ler material bibliográfico.
  5. Comece a escrever.
    1. Arrume o material, sistematize e faça um primeiro roteiro
    1. Primeira redação.
    1. Segunda…
  6. Quebre os diferentes momentos, e vai cumprindo cada etapa. Mais fácil, mais ‘chão’, mais processual.
  7. Assista ao Video: https://youtu.be/JohZ2bp0240
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Curso de Metodologia no Youtube

Olá Pessoal.

Comecei a fazer um curso de metodologia no youtube.

Este é o video de estreia

http://Apresentação de Curso de Metodologia Assessor Acadêmico

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A cereja no bolo do boçal (2)

Boçal é palavra colonial.

Recentemente o antipresidente Bozo-boçal questionou a importância e a necessidade do estudo e ensino da Filosofia e da Sociologia. Afinal, para que serve isto?

Antes, para fazer um parêntese, fico em dúvida em chamá-lo de boçal. Esta palavra é complicada. Boçal era (1) o escravo recém-chegado da África, que ainda não falava português. Mas o dicionário também afirma que é (2) o “falto de cultura; ignorante, rude, tosco… desprovido de inteligência, sensibilidade sentimentos humanos…”.

Esta palavra é complicada, pois o recém-chegado que não falava português não era, necessariamente, ignorante, rude, tosco… Especialmente porque, depois de um tempo, todos escravos que chegavam às colônias tinham que aprender português, inglês, ou qualquer que fosse a língua colonial.

Esta palavra é racista e colonial. Ela cria uma falsa afinidade entre a falta de conhecimento e a ignorância, inteligência ou sensibilidade. Entretanto, o escravo sabia que ele não sabia, e que tinha que aprender. E isto é muito diferente do ignorante, pois, literalmente, o ignorante ignora que ignora, não sabe que não sabe. A palavra, pensando em Franz Fanon, associa características e coloca na pele do negro aquilo que o processo colonial lhe impõe como selvagem, rude, violento e ignorante; pelo fato de não saber a língua do branco. Melhor não usar esta palavra. Perigosa e racista!

Bolo no forno e a cereja

Todavia, para mim, a fala do Bozo não foi novidade. Na verdade, na minha experiência de professor de sociologia, vejo um caminho – já antigo – de desenvolvimento da “desimportância” das ciências humanas.

Quando comecei a dar aulas na Unimep (que agora está no estertor), no curso de Direito havia 2 disciplinas de Sociologia, 2 de Filosofia e 2 de Metodologia de Pesquisa. Hoje, não há mais nenhuma. Este processo já era percebido pelos professores. Pois, quando os cursos precisavam diminuir custos, as primeiras que saiam da grade curricular eram as disciplinas de humanas. No curso de Direito, alguns professores diziam que eram ‘perfumarias’ (aqueles que, obviamente, não tinham perfume na cabeça), e o necessário eram as disciplinas técnicas. Formar técnicos que não consigam, de preferência, nem questionar a própria técnica. Estamos no momento de formação técnica, de racionalidade instrumental, racionalidade voltada a fins. É por isto que digo que o Bozo só veio colocar a cereja no bolo. Pois, o bolo que levou à eleição deste antipresidente, vem sendo assado há tempo.

Ditaduras digitais: Harari conversa com
Dr. Jekyll e Mr. Hyde

O entrevistado do dia 11/11/19 no Roda Viva (TV Cultura) foi o escritor Yuval Harari, autor de “Sapiens, uma breve história da humanidade” e “21 lições para o século 21”. Alguns amigos já tinham recomendado este autor, mas, confesso, ainda não li. Todavia, depois da entrevista, vou ler.

O mote da entrevista foi o desenvolvimento das inteligências artificiais, e o perigo que vem junto. Toda tecnologia tem um lado ‘bom’ e um lado ‘ruim’. Isto eu já tinha lido em Paul Virilio. Não dá para pensar trens, sem os acidentes, não dá para pensar no automóvel sem pensar em acidentes, mortes, custos, engarrafamentos, poluição…
Dr. Jekyll e Mr. Hyde são variáveis estruturais em qualquer tecnologia.

O modo como Harari fala das tecnologias digitais, do seu potencial de coleta de dados, das possibilidades de controle e vigilância individuais e coletivas, e do possível uso para a formação de ditaduras digitais, é assustador. Big Brother (do Orwell, é claro) é “fichinha” perto do cenário nefasto que as tecnologias contemporâneas oferecem.

Frente a isto, ele diz da necessidade de controle sobre estas novas tecnologias, e que os governos e população deveriam criar mecanismos para frear os potenciais de alienação e ditaduras possíveis. Ou seja, voltamos à necessidade de fortalecimento do espaço público.

Vamos comer a cereja?

Finalmente, Harari afirma que já temos conhecimento suficiente em tecnologias digitais. Entretanto, para que possamos pensar, questionar e enfrentar estes desafios contemporâneos, a resposta não está na própria tecnologia. A resposta está nas Ciências Sociais, na Filosofia e nas Humanas de modo geral. São elas que podem oferecer recursos e instrumentos teóricos para pensar em regras que sejam democráticas e que possam valer para todos.

Não sei se sou tão pessimista como Weber ou Harari. Porém, frente ao que estou vendo nestes tempos Bozo, que são anteriores ao Bozo, está difícil o otimismo. Fico em dúvidas se as Humanas vão conseguir combater a racionalidade técnica que pode nos levar às ditaduras digitais, sociais e políticas.

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Escrever é difícil e não controlamos o que foi escrito

A imagem pode conter: texto
Algumas vezes, fazemos de tudo para fugir do artigo, tcc, dissertação

Escrever é difícil! sempre!!!
Toda vez que ouço alguém dizer que é fácil… (é ingenuidade, falsidade ou maldade)
Tive um aluno que dizia ser fácil. Ele era do Direito, portanto escrevia todos os dias suas petições, ações…
Sim, eu disse. Mas é porque o que escreve são coisas do cotidiano, coisas burocráticas, que faz sempre. Como uma lista de supermercado. É fácil. Vai na prateleira e anota o que falta.
Agora, quando temos que escrever um texto para ser lido por outro(s), alguma coisa de nós mesmo, que vamos revelar nossas qualidades boas e más, nossas facilidades e dificuldades…. Aí complica.
Quando este aluno teve que fazer seu projeto de pesquisa, sofreu, sofreu…
Eu não disse?
Na verdade, eu não disse eu não disse, mas pensei!

Quando a gente escreve, tem horas que flui, que a escrita vai se desenrolando.
É impressionante!
De uma tacada só, saem duas, três páginas… é uma maravilha.
Agora, tem dia – não é somente hora – que não sai nada. Quando muito espremido, sai uma linha, no máximo um parágrafo.
Nesses momentos, a sensação é meio de impotência, de tempo perdido. Fica matutando, tenta reunir, mas não reune. Tenta organizar, mas não organiza.
Apesar de parecer que não se produz, não é bem assim.
Ainda que nem percebamos, neste momento nossa cabeça está maquinando, girando e reunindo o que temos, mas que não temos clareza.
Essas pausas são sofridas, mas são essenciais para as paginas que, depois, vão fluir.
Nestes momentos acredito que o melhor a fazer é reler o que ficou em dúvida, ler os fichamentos que fez, passar sobre os dados que coletou…
Enfim, alguma coisa que te ligue ao Mundo da sua pesquisa, ainda que, naquele momento, o modo de produzir seja diferente, e aparentemente, infrutífero.

A GENTE ESCREVE, MAS QUEM LÊ, LÊ O QUE?

Quando dava aulas de metodologia na pós-graduação, a dinâmica que eu mais gostava de fazer (e que também aprendi com Sergio Miceli) era a seguinte:
1. Todo mundo tinha que apresentar o seu projeto de pesquisa (que nervoso!; que medo!; tornar público?, o que vão achar? tá ruim? tá bom? ai…)
2. Todo mundo tinha que ler o projeto dos outros. (Dificil. Será que vou entender?)
3. E todo mundo tinha que fazer críticas e sugestões.
Só criticar não vale! Se for criticar e não propor nada, não sugerir, nada; é melhor que fique calado!
É mais difícil ter que pensar, analisar e entrar no trabalho dos outros, pensar em soluções. E aí, complica novamente: O que os outros vão achar da minha leitura? Conseguirei contribuir com o colega?
De qualquer maneira, era muito legal!
Porque a partir de um projeto as pessoas iam falando das coisas que viam, dos problemas, como pensavam soluções, um artigo que conheciam e podiam indicar, uma pergunta que ajudava a esclarecer o tema e objeto, muitas vezes ajudavam a delimitar o tema, e questões a serem investigadas pululavam. O trabalho se tornava coletivo, muitas vezes apropriado por todos.
Adotei a prática nas minhas aulas de metodologia.
Todavia, em uma das minhas aulas um aluno – que não tinha lido com atenção o projeto do colega – começou a falar de coisas que não tinham nada a ver, que eram leitura errada, mal feita e mal compreendida. Só bobagem.
Naquele momento, o aluno que apresentava, o dono do projeto, quase que espumava de indignação.
E eu dizia: “quem está apresentando não fala nada, só ouve. No final da aula, quem sabe”.
E ele espumava: Como assim? Eu não disse isto!
Enfim! O que aprendemos com esta história?
O texto tem vida própria e quando a gente escreve ele sai da gente.
Por isto, temos que ter muito cuidado com a redação, pois não somos papagaio de pirata que vai acompanhá-lo para resolver as dúvidas de entendimento. Se você quis dizer, mas não disse; não disse!
E, aí a gente não tem controle se ele vai ser lido de forma correta ou não. Muitas vezes, como no meu exemplo, só nos resta lamentar!

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Apresentação

Olá Pessoal.

Este blog tem por objetivo trazer informações, ferramentas e dicas de como desenvolver um trabalho acadêmico.

Meu nome é Gessé Marques Jr. Fiz graduação em Ciências Sociais e mestrado em Antropologia na Unicamp, doutorado Sociologia na USP e sandwich na UCSD, e um mestrado em Direito na Unimep.

Há mais de 20 anos trabalho com metodologia de pesquisa, sendo em aulas ou orientando alunos.

Se estiver fazendo trabalho acadêmico, me procure. Mande um email sem compromisso. Não fique isolado e sofrendo ao escrever, faça um Text Drive.